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Noites da Praça
O rapaz:
Ai, meu amor!, não sejas tão presumida!
Olha que a gente na vida
Às vezes pode apagar...
Ai, meu amor!, quando arde o coração,
É fogo... é devoção...
Que ninguém que pode apagar.
A rapariga:
Olha, rapaz!, isto não é presunção!
Não se dá o coração
Por duas falas de amor...
Olha, meu bem, a quantas falas assim?
- Já deves ter um jardim
das tuas juras sem dor...
Refrão:
S. João a certa hora
Da sua noite se esconde...
Pára o relógio da aurora
E fica em Vila do Conde!
VENTURA DO PAÇO
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