![]()
Cantares do Minho
Rapazes e raparigas,
Cantemos com devoção,
Com amor e sem fadigas
Cantigas do coração.
A tristeza não minora,
As penas que a gente tem:
O rio que às vezes chora
Às vezes canta também.
Palminhas, de mão no ar,
E segue tudo a cantar
Com festiva animação!
Agora vai um abraço,
Não olhes para o que eu faço,
Amor do meu coração.
Ó i o ai,
Pandeirinhos p´ra acabar,
Ó i ó ai,
Cada qual p´ró seu lugar.
O teus olhos rendilheira
Negros da cor do carvão:
São olhos de feiticeira
Que matam meu coração.
Se os meus olhos são assim,
Ó meu pobre enfeitiçado:
Não olhes mais para mim
Não te quero assassinado.
Ai ó ai,
Valha-me Nosso Senhor
Os meus olhos p´los teus olhos,
Andam ceguinhos d`amor.
Adeus ó rua da fraga
Muito bem me deves querer,
Já tenho os pés numa chaga
De te subir e descer.
Pois agora tenho pena,
Tenho pena, tenho dó;
Pois agora tenho pena,
De deixar o amor só.
Ó ramo, ó lindo ramo,
Ó ramo de oliveira,
Foi o mais bonito ramo, olé
Que entrou cá na brincadeira.
Lá vai o comboio, lá vai
Lá vai ele a assobiar
Lá vai o meu querido amor
Para a vida militar.
Para a vida militar
Para aquela triste vida
Lá vai o comboio, lá vai
Leva pressa na subida.
Maria da Rocha
Já não tem mantilha
Tanto luxa o pai
Como luxa a filha.
Maria, linda Maria,
Esse teu nome bendito,
Tão simples e tão bonito
Como a clara luz do dia.
Tanta doçura ele encerra
Que nesse mundo afinal,
Não há como em Portugal
Outras Marias na terra.
Cantai, rendilheiras
Cantai, com unção
Nunca esquecereis
Nosso S. João.
À fonte de S. João
Fui lavar penas e mágoas
As penas tão negras são
Que enegreceram as águas.
POPULAR
![]()